Johnnie Walker 24 YO – Do Hexa
Hoje, vou começar com um assunto inédito aqui no Cão, por absoluta inevitabilidade. E narrar um momento importante da história do esporte, que aconteceu no ano de 2002, em Yokohama. Foi a final da copa do mundo daquele ano. E lá ocorreu um episódio que mostra que, às vezes, não fazer nada é o melhor a se fazer. Kléberson, avança no campo da Alemanha. Pressionado, toca para Rivaldo. Este, pratica um ato de genialidade instantânea. Ele não faz nada. Algo que eu certamente faria – ou melhor, não faria – na posição dele. Mas, no meu caso, por incapacidade plena. Não fazer nada foi a não jogada mais inteligente da partida. Especialmente quando, atrás de Rivaldo, estava Ronaldo. O Fenômeno domina, ajeita e bate no canto de Oliver Kahn. Dois a zero. Brasil pentacampeão do mundo. Naquele momento, era bastante razoável imaginar que aquilo continuaria acontecendo com alguma frequência. Não a omissão do Rivaldo, mas, vencer Copas do Mundo. Porque uma das impressões mais cruéis e capciosas que a felicidade pode nos trazer é, justamente, a de estabilidade. Desde então, passaram-se eliminações, promessas, técnicos, ciclos, traumas coletivos e gol da Alemanha. Sete a um, na verdade. E é aí que […]