Bruichladdich 18 anos Re/Define – Coming of Age
Eu acho que boa parte das decisões mais importantes da vida são feitas muito cedo, e o zênite disto é a profissão. Aos dezoito anos, mal sabemos escolher uma música sem, décadas depois, se envergonhar de ter em algum momento gostado daquilo. Ainda assim, somos demandados a definir aquilo que supostamente faremos pelo resto da vida. E o problema é que gosto e habilidade parecem, nessa idade, provas suficientes. Jornalista gosta de escrever, advogado, de discutir, arquiteto, desenhar. É uma lógica elegante, intuitiva e insuficiente. Porque exercer uma profissão exige ferramentas que quase nunca se revelam antes da prática. Tipo resistência ao tédio, tolerância à burocracia, aptidão para lidar com pessoas, prazos, frustrações e com a mais triste e certeira decomposição de qualquer paixão quando ela se transforma em obrigação remunerada. Escolher uma profissão é um ato de ignorância. E não é, de forma alguma, mais embasado ou menos propenso ao erro do que qualquer outra escolha feita sem experimentar aquilo que se está escolhendo antes. Da primeira vez que eu comprei um Bruichladdich, foi assim. Tamanha ignorância tinha, que imaginava que fosse defumado, somente por exibir “Islay” no rótulo. Era um Bruichladdich Links Valhalla. Alí, singelo, na prateleira de […]