Sobre a expansão do whiskey americano no Brasil

Pela primeira vez na história do Caledonia, consegui preencher um nicho inteiro com whiskies americanos. Três fileiras de um metro cada, sem repetir rótulo. E ainda tive que dar uma apertadinha, dispondo uma garrafa meio na frente da outra, e tomando cuidado para nenhuma cair. Fiquei orgulhoso, e me pus a pensar como é que isso aconteceu tão rápido. Acontece que essa proliferação de whiskies americanos é um fenômeno mais ou menos recente. Não me lembro, exatamente, a ordem. Talvez a primeira a arriscar tenha sido a Interfood, com os nichados High West. Dois rótulos, dentre eles o Double Rye, único whiskey de centeio com mashbill clássica em nosso mercado. Isso foi lá por 2023. Uns dois anos depois, chegou o Campfire. Quase simultaneamente, a Aurora ampliou por aqui o portfólio da Sazerac Company. Primeiro veio o Eagle Rare, ainda no primeiro semestre de 2023. Pouco depois, desembarcou o 1792 Small Batch, produzido na Barton 1792, mas pertencente ao mesmo grupo da Buffalo Trace. Apareceu também o Basil Hayden’s, pela Suntory, que sumiu meio que em seguida. Depois veio o Angel’s Envy. Em 2025, desembarcaram também o Sazerac Rye e o Maker’s Mark 46. Mais recentemente, a Wild Turkey expandiu […]

6 novidades no Brasil para compensar a Copa

Não foi dessa vez de novo. Perdemos um pênalti, marcamos outro, num momento absolutamente insuficiente para trazer qualquer mínima alegria. Um exercício de futilidade, quase como a barata que se revolta e tenta pular em você, depois do Baygon. Sobre o resto da partida, vou me abster de dar minha opinião. Mesmo porque meu conhecimento de futebol se equipara àquele de um uma zamioculca, e tenho consciência de como o futebol desperta o efeito Dunning-Kruger nas pessoas. Ainda que nossa performance em campo tenha sido insuficiente para garantir a derrota do cara que se assusta ao ver o próprio reflexo no espelho, vencemos em outro campo. O do whisky. Desde o começo deste ano, diversas marcas novas desembarcaram por aqui. E algumas, antigas, que há muito não víamos, retornaram. Pela primeira vez em seis anos de bar, pude preencher um espaço de três prateleiras, de mais ou menos um metro cada, somente com whiskies americanos. Sem repetir garrafa, e com menos espaço entre eles do que a marcação do Marquinhos no Haaland. Preparei uma lista com alguns deles – inclusive um que já esteve por aqui, sumiu, e agora retornará com mais força. Como a gente espera do Brasil, daqui […]