Drinque do Cão III – Old Fashioned

Esses dias descobri que a música mais tocada no dia do meu nascimento, ao redor do mundo, foi Like a Virgin, da Madonna. Já no dia de nascimento da minha filha, a música que encabeçava as listas de sucessos era Black Horse, da Katy Perry, com participação especial de um tal de Juicy J (tive que googlar para ver quem era). Quando contei a um amigo sobre essa descoberta, ele me disse que realmente a música havia piorado muito. Afinal, Like a Virgin é um clássico do pop, uma das músicas mais emblemáticas de uma década, e, bom, Black Horse é só um monte de barulho eletrônico com uma morena – na minha opinião “bem” – bonita cantando. E que tudo era ridículo sobre aquela música, inclusive o nome do convidado especial que, em uma tradução livre, seria “O Jota Suculento”. Tive que discordar. Tudo bem que Jota Suculento é um nome bem tosco, principalmente para um cara gigante, e que Madonna é um pouco melhor. Mas, analisando friamente, os versos “como uma virgem, tocada pela primeiríssima vez, como é gostoso aqui dentro, quando você me abraça” não são nenhum Bob Dylan perto de “o amor dela é como uma […]

O Cãoboy – Woodford Reserve Distiller’s Select

Se você já acompanha o blog há algum tempo, sabe que hambúrguer é um problema para mim. Na verdade, um problema não, pelo contrário. É uma solução. Adoro qualquer tipo de hambúrguer. Gosto especialmente daqueles mal passados, bem altos e suculentos. Mas mesmo um baixinho sola-de-sapato funciona, se devidamente temperado. Aliás, aquela frase “pizza é como sexo, até quando é ruim, é bom”, não devia ser com pizza. Devia ser com hambúrguer. Porque pizza nem sempre é bom. Pizza pode ser de alguma coisa nojenta, como brócolis, berinjela ou sardinha. Enquanto que a única base admissível para um hambúrguer é carne, que é sempre bom. Ou, em alguns raros casos, calabresa e cordeiro. Fora isso, não é hambúrguer. E nem comecem a falar de frango. Hambúrguer, mesmo quando é ruim, é bom. Nesse sentido, ele se aproxima bastante de outro produto originário da terra da liberdade e do frango frito. O whiskey. Não tem como um whiskey ser ruim. Eles são, no mínimo, decentes. Mesmo porque, com algumas exceções, são sempre variações sobre um tema mais ou menos constante. Um tema delicioso. Um tema que envolve baunilha, caramelo e pimenta. E pelo fato de todo whiskey ser no mínimo decente […]

O Cãoboy – Jack Daniel’s Single Barrel

Chuck Norris é uma lenda. Já ouvi que uma vez, Chuck Norris levou uma facada no olho. A faca ficou cega. Dizem, inclusive, que o coração de Chuck Norris não bate, porque ninguém bate em Chuck Norris. E também que uma vez ele foi picado por uma cascavel e, após quatro dias de dor lancinante e agonia, a cobra morreu. Chuck Norris está para as pessoas assim como Jack Daniel’s está para os whisk(e)ys. Diversos mitos envolvem o famoso destilado. Por exemplo, o significado do número sete no Jack Daniel’s Old No. 7. Dizem que sete era o número da sorte do Sr. Jack Daniel. Outra explicação é que, após algumas tentativas de produzir o whiskey, o que mais lhe agradou foi a amostra de número sete. Existe também a lenda – um tanto misógina – de que o Sr. Jack tinha várias namoradas, e a número sete era sua preferida. Seja como for, hoje em dia, o Jack Daniel’s Old No. 7 é o rótulo individual de whisk(e)y mais vendido no mundo. A marca possui um séquito de fãs que só pode ser comparado ao da Harley Davidson. Só que você não precisa usar barba e jaqueta de couro. E […]