Bacardi Legacy – Final Nacional

O almoço de segunda-feira é, talvez, a refeição mais detestável da semana. Há a vã tentativa de compensar os excessos do fim de semana com alguma saladinha safada e um suco natural, aliada ao prognóstico de uma longa semana de trabalho. Enfim, uma atividade que não incita muita emoção, nem no campo gastronômico, nem no psicológico.

Devo dizer que nunca me empolguei com a previsão de um almoço de segunda-feira. Isto é, até ontem. Porque, à convite da Bacardi, este Cão Engarrafado participou de um almoço bem especial. E bem pouco ortodoxo para o primeiro dia útil da semana: um churrasco na famosa Corrientes 348, em São Paulo, com Jose Sanchez Gavito, Maestro de Ron dos runs da Bacardi.

Light

O almoço, acompanhado de uma degustação do incrível novo portfólio da marca no Brasil, marcou o dia da final da etapa nacional do Bacardi Legacy. Um campeonato de coquetelaria internacional, que desafia os bartenders de todo o mundo a criarem o coquetel que tenha o maior potencial de se estabelecer como um clássico e deixando seu legado na coquetelaria, ao lado de drinks como o Daiquiri, Mojito, Cuba Libre e inúmeros outros clássico originalmente criado com rum Bacardi.

Na oportunidade – além do já conhecido Bacardi Ocho – provamos três lançamentos da marca por aqui. O Añejo 4 anos – desenvolvido especialmente para coquetelaria – o Añejo 10 anos, posicionado um pouco acima do Ocho e o incrível Bacardi Reserva Limitada, um rum super-premium capaz de fazer frente a blended scotch whiskies sofisticados (e que, mais tarde, terá seu foco neste infame blog)

Parte do portfólio

Gavito contou uma série de curiosidades sobre a produção dos runs da Bacardi. Uma das mais interessantes – na opinião deste geek que vos escreve – é sobre a posição das barricas no armazém. Ao invés de serem mantidas deitadas, como seria em uma warehouse de whisky, os barris com rum são armazenados em pé. Isso, de acordo com o Maestro, facilita o transporte e economiza espaço.

Depois de nosso almoço, seguimos para o Benzina Bar, para acompanhar o trabalho dos jurados da Bacardi para escolher o finalista nacional, que disputará a final mundial. Foram três competidores: Ariel Todeschini da Motta com seu Lazo, Michelly Rossi com o Dandara Cocktail e Tom Oliveira com seu Ocho Maneras.

Ocho Maneras

E após três excelentes apresentações, o vencedor foi escolhido. Tom Oliveira. Sua criação, o Ocho Maneras, leva Martini Extra Dry, St. Germain, orange bitters, solução salina e, claro, Bacardi Ocho, que lhe serve de base.
Ele possui elementos que remontam clássicos de whiskey, como Manhattan e Old Fashioned, mas é feito com o rum.

Tom Oliveira trabalhou em bares como The Edge, Lions, Alberta #3 e Home SP. Atualmente, está à frente da Casa Quatro Oito, em Florianópolis.

Quer saber mais detalhes sobre o Ocho Maneras e obter a receita? Então acesse o Mixology News – responsável pela cobertura oficial do evento!

2 thoughts on “Bacardi Legacy – Final Nacional

  1. Engraçado que ao ler sobre o almoço de segunda, me veio na cabeça aquelas segundas que temos que ir àquele restaurante que estamos acostumados e vemos aqueles alimentos suspeitos, feitos sei lá há quantos dias hahaha.
    Mas quem disse que não pode ser totalmente diferente, certo mestre? Eu até que gosto bastante de rum.
    Abraço!

    1. Olha, vou te falar que a maioria das minhas segundas-feiras são regadas a risoto, que vira bolinho de arroz no dia seguinte, naquele mesmo restaurante suspeito. Mas há umas que são remissoras 🙂

      Se gosta, experimenta o Bacardi 4. Preço bom, e muito legal.

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