Chivas Masters – Final

Ah, sempre segunda-feira. Desde que comecei a escrever este blog, minhas segundas-feiras têm sido bem mais animadas. É que segunda é o dia preferido para os mais diferentes eventos de coquetelaria. Talvez porque muitos bares não abram. Ou talvez porque os organizadores têm a mesma sensação que eu – que uma semana que começa numa segunda feira dessas não pode ser ruim.

E nessa segunda, 11 de junho, aconteceu na Lions Club a final do Chivas Masters, uma competiçao global, que pela primeira vez teve participação brasileira. Ela celebra bartenders que demonstram conhecimento e criatividade, e compartilham dos valores como comunidade, colaboração e generosidade. A ideia do campeonato é justamente reforçar estes valores, tidos como pilares da marca.

Para o Chivas Masters, o bartender deveria criar um coquetel que contivesse na receita, ao menos, trinta mililitros de Chivas Regal – no Brasil, a regra ditava que o rótulo deveria ser o Chivas Extra. O concurso engajou 100 casas de coquetelaria pelo Brasil inteiro.

Após avaliação de Marina Rufino, embaixadora da marca, e outros mixologistas experientes (como Rafael Mariachi e João Morandi, ambos da Pernod Ricard), e uma semifinal (leia mais sobre ela aqui) foram escolhidos cinco finalistas: Alex Sepulchro, do Frank Bar (São Paulo – SP), Bento Mattos, do Cocktelitas House of Drinks (Fortaleza – CE), Dilton Sales, do Borsói Café Clube Pina (Recife – PE), Eduardo Amorim, do Butchery BBQ & Drinks (Goiânia – GO) e Nicola Bara, do Subastor (São Paulo – SP).

Os jurados da final foram Jessica Sanchez, Zulu, Marcelo Serrano e Patrícia Ferraz, além do embaixador global de Chivas, Max Warner. E após apresentações excelentes dos cinco competidores, o vencedor foi finalmente anunciado. Alex Sepulchro, do Frank Bar, com seu coquetel “Amereno”, que homenageia Spencer Amereno. O coquetel de Alex leva, além do whisky Chivas Extra, xarope artesanal de café e especiarias, bitter de chocolate, grade de caramelo artesanal, grão de café e cardamomo.

Jurados e João Morandi

Alex se formou em hotelaria e foi conhecendo o mundo da coquetelaria durante seus estágios na faculdade. Desde que se apaixonou por esse mundo, Alex investiu no aperfeiçoamento na área com cursos no Barones, ABB, Senac e Academia de Bartenders. Ele também fez um intercâmbio na Austrália e diversos cursos na área. Foi bartender do Skye do Unique, head bartender do Grand Hyatt e desde de 2017 é subchefe no Frank.

Alex montando seu Amereno

Este Cão deseja a Alex boa sorte na final global, e, acima de tudo, uma excelente viagem para o país natal da melhor bebida do mundo.

 

2 thoughts on “Chivas Masters – Final

  1. Como vai, mestre? Engraçado que onde trabalho, temos a situação inversa: as sextas-ferias são terríveis. Praticamente assombradas hahaha
    Sabe que aqui em minha aldeia faz muita falta a coquetelaria… infelizmente. Parabéns pelo belo texto.

    Grande abraço!
    PS: Em breve serei obrigado a te escrever sobre algumas dúvidas e sobre o Glen Garioch hahaha

    1. Haha, fala mestre! Poxa, mas desenvolva este filão aí em sua residência! 🙂 . Coquetelaria caseira tem essa vantagem – você será a única testemunha e juiz da criação.

      Manda que eu respondo 🙂

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