4 whiskies (e 1 gin) para o Natal

Mas cara, estamos no meio de novembro – refleti, observando meu vizinho de apartamento, do outro lado da rua, pendurando um cordão de luzinhas em sua varanda. Realmente, não entendo a ansiedade que a turma fica com o Natal. Natal, pra mim, é época de passar. Passar calor, passar vergonha na festa da firma, passar mal vendo gente que você não viu o ano inteiro e nem sentiu falta. Mas, acho que sou um caso isolado.

É natal! Já preparou seu peru? – é o título sugestivo de um e-mail em minha caixa de entrada, recebido há uns dois dias. A quinta-série que mora em mim regojiza-se num delicioso receio em abrir. Sei lá qual a conotação deste peru. Observo, com certo desgosto, que aquele não é a única mensagem que faz referência às festividades de final de ano. Mas que insanidade coletiva é essa que faz o natal começar no meio de novembro? Bem, melhor não perder essa oportunidade, concluo.

Então, aí está. Antes que você possa sequer pensar que deve comprar presentes. Antes mesmo de fazer calor. Antes de receber o zap da tia chamando você pra cilada de família. Uma lista com quatro whiskies – e um gin, que vem de uma destilaria de whisky – recém-lançados no Brasil, perfeitos para presentear seus amigos na vanguarda da manguaça. Ou a você mesmo, claro.

JOHNNIE WALKER BLACK LABEL SHERRY FINISH

Recém-chegado em nosso mercado, O Black Label Sherry Finish é, basicamente, o seu Black Label tradicional, com finalização em barris de ex-jerez. Seu coração é o mesmo do Black clássico. Cardhu, Clynelish e Glenkinchie, com um pouco de Caol Ila para a fumaça. O whisky de grão é Cameronbrig. O blend é feito e depois colocado em barris de carvalho temperados com jerez – um jerez, aliás, especialmente criado sob encomenda da Diageo, para trazer sabor aos barris.

Sensorialmente, o Johnnie Walker Black Label Sherry Finish traz notas de fumaça, frutas vermelhas e pimenta do reino. É mais adocicado do que o Black tradicional, mas, também, mais intenso. A influência do barril de vinho jerez trouxe complexidade e força ao whisky. Ao prová-lo pela primeira vez, inclusive, tive a impressão que bebia um single malt. A finalização é longa, frutada e defumada.

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LAMAS RARUS

O Lamas Rarus é um single malt de linha da Lamas, recém lançado, que possui um incomum processo de finalização. Primeiro, passa por barris de carvalho americano. Depois, é finalizado em barris também de carvalho americano que previamente contiveram o Rum Norma – que também é produzido pela Lamas. O tempo de maturação não é divulgado pela destilaria. Mas, de acordo com fontes, a média de tempo de finalização é de um ano – sendo que alguns barris finalizaram por quase dezoito meses.

Sensorialmente, há um equilíbrio muito bom entre a maturação e o destilado da Lamas. O rum desceu bem como um gole de mojito num dia quente: ao invés de criar conflito, trouxe suavidade e complexidade ao single malt.

Quer mais detalhes? Então leia aqui.

ROYAL SALUTE RICHARD QUINN

O Royal Salute 21 anos Richard Quinn é uma parceria entre a famosa marca de blended whiskies e o designer de moda Richard Quinn. Os whiskies foram originalmente lançados na Fashion Week de Londres em 2021, e vêm em duas garrafas de porcelana exclusivas, adornadas com flores azuis – as mesmas que figuram em algumas estampas de Quinn.

Mas não é só a ampola que mudou. O líquido é também exclusivo – um blend criado pelo master Blender Sandy Hyslop, utilizando mais de 31 single malts e whiskies de grão com idade superior a 21 anos. Sensorialmente, o Royal Salute Richard Quinn é extremamente delicado, equilibrado e floral. O final é longo, quase nada apimentado e herbal. O alcool é extremamente bem integrado. É um blend ainda mais delicado em intensidade do que o Royal Salute 21 anos tradicional. 

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MACALLAN HARMONY RICH CACAO

The Macallan Harmony Collection: Rich Cacao foi desenvolvido pela whisky maker Polly Logan para combinar com chocolates. Mais especificamente, os chocolates de Jordi Roca, do El Celler de Can Roca. O resultado foi um whisky que combina barris de carvalho americano e europeu, com um perfil claramente – adivinhem só – achocolatado.

De acordo com o Brand Ambassador da marca no Brasil, Gianpaolo Morselli, “a expressao foi pensada para ser uma simbiose perfeita entre chocolate e whisky. Assim como como alguns queijos, na verdade. Mas quando voce degusta junto com o chocolate, tem um sabor final que não há nem no whisky nem no chocolate. Cria-se um terceiro sabor.

Deu vontade? Saiba mais sobre ele aqui.

Tobermory Gin

O Tobermory Gin é produzido pela destilaria homônima, localizada na ilha de Mull, na Escócia. A destilaria, entretanto, é mais famosa por suas linhas de single malts Tobermory e Ledaig. Como produtores de whisky, são excelentes, especialmente depois que Ian MacMillian master blender do grupo Distell, reformou seu core range. O gim não fica atrás.

De acordo com a Tobermory, os botânicos mais utilizados são urze (heather), flor de sabugueiro (elderflower), chá e cascas de laranja. Além, claro, do zimbro.ele leva uma parte de new-make-spirit (o destilado de whisky, sem envelhecimento) da Tobermory. Inclusive, este new-make funciona mais como um botânico – remetendo às notas do whisky – do que, efetivamente, como a base para o gim.

Seus primeiros lotes foram destilados em um destilador pequeno – um John Dore & Co – de 60 litros, apelidado de Wee Betty. Atualmente, entretanto, a destilaria possui um destilador maior, dedicado exclusivamente à produção do gim.

Quer saber mais sobre ele? Leia aqui.

4 thoughts on “4 whiskies (e 1 gin) para o Natal

    1. Luiz, eles estão em locais diferentes. O gim voce pode encontrar na TodoVino. Os Whiskies, no Caledonia Whisky & CO.

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